1.31.2008



Vida

E dos buracos negros,
Nada sei,
Da força profunda sugadora,
Da escuridão palpável como pedra.

Nada sei dessas horas
Que se vão tão velozes,
Feixes de luzes fumegantes
Apagando-se em opacas brasas.

Das palavras, dos satélites,
Do que venha a ser engolido,
Sons e imagens, ora vívidas,
Agora mais que esquecidas.

Lá de dentro do buraco,
Lá do fundo do outro lado,
Nada eu sei.


Lara,31/08/2008

Boa noite e bom final de semana!

3 comentários:

Salve Jorge disse...

Essa vida
É cheia de buracos
Uns negros
Outros coloridos

Ela é atrevida
E cruel com os fracos
Alheia aos apegos
E surda aos alaridos

Mas, por certo, é pra ser vivida
Todos os erros são parcos
Por mais numerosos que seja os becos
Muitos são os sucessos obtidos

É com isso que a gente lida
Seguindo nos barcos
Tomando uns tragos
E narrando os vividos...

Bruna's Home disse...

Nossa
Adorei o blog...
Eu achei linda as fotos do buraco negro...
Acho tão interessante essa parte da ciência...
Um bjinho...
Tchau

Cineasta 81 disse...

Os seus elogios são sempre os melhores! Dá pra levantar o meu ego. rsss


_______________
Gostei do poema. Você conhece a banda "Mestre Ambrósio"? Tem uma música deles que é assim:

No infinito, no vão do espaço
Se espaça o tempo, não há cansaço
No infindo imenso, de um tempo aço
Se espaça o tempo e liberta o traço
Forte num abraço

Há muito mais do que podemos ver
Bem mais além do que queremos crer
Mais muito há do que sabemos ter
Além do mais de onde podemor ver

Há bem mais sóis
Crestando entre as estrelas
Confusos tentamos vê-las
Confusos tentamos tê-las
Confusos tentamos ser
as estrelas.