E agora, à medida de um pulo baixo ele insistia em permanecer cego e surdo. Ela não podia imaginar que seria assim, pois apenas queria adequar-se aos seus pares, todas aquelas pessoas que interagiam tão bem entre si. Tentava se confortar com suas justificativas rasas.
Porém, nunca lhe agradou a ideia de ser um zumbi, mesmo agora quando já era um à muito tempo. E sentia, logo abaixo dos pés frios, a sua presença retirada de si. Continuava sem saber se o seu espírito simplesmente a ignorava inconsciente disso tudo ou se a torturava por escondê-lo à força.
Seu rosto de zumbi no espelho não expressava o descontentamento, racionalizava cada mínimo pensamento tolo procurando leva-la até o fim do caminho de uma maneira confortável onde ao final já estaria completamente decomposta.
E ela esforçava-se para estender a mão no poço logo abaixo, mas tomava-se de terror ao imaginar a fúria do seu próprio espírito...por tantos anos silenciado.








