Faz tempo que eu não posto nada. Nem por falta de vontade ou novidade, mas pela falta de capacidade de traduzir tudo o que tem se passado no meu pequeno e complicado mundo.
Neste ano fiz 29 anos, e eu que me julgava superior a qualquer crise de idade (visto que envelhecer e morrer não figuram entre os meus maiores medos), entrei em uma crise iconoclasta e resolvi começar tudo do zero.
Despi-me de todas as proteções possíveis, e se fosse possível a própria pele eu teria retirado. Me joguei no meio de um oceano desconhecido, querendo sentir seu sabor, seus medos, sua ira, seus prazeres...Afinal, “navegar é preciso”...naufragar faz parte.
E até agora, é isso que tenho feito. Às vezes sinto que sou capaz de sorver o mundo todo e percebê-lo como algo digno de gratidão, e às vezes sinto-me afogada num mar de mediocridade, formado pelas lágrimas provocadas por todos nós.
Não tem sido fácil. Entre pessoas interessantes, jogadores da vida, atletas profissionais da ironia humana, tenho me percebido saudosa dos tempos em que me forçava a aceitar tudo e a me encaixar no perfeito papel de boa moça.
Pessoalmente, sei que não é possível. Racionalmente uma das poucas coisas de que tenho certeza é isso: Não posso deixar de duvidar...e duvidando, se acomodar é impossível.











