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8.05.2010

Das coisas mesquinhas, quem não tem?


Não me levem a mal. Ando em uma fase extremamente intolerante. Nunca fui assim (eu acho), mas a impaciência com as minhas próprias inconsistências e com a falta de noção de alguns indivíduos que me cercam estão me transtornando demais.

Daí aquelas respostinhas super sinceras que deveriam ficar guardadas embaixo da língua saem sem a menor cerimônia: “Sim, você não é bem um poço de maturidade né?”. E nem eu por dizer essas coisas a quem já se afeta tão fácil com a pressão alheia, chega a ser crueldade..em fim...

Mas juro, eu costumava ser uma pessoa boa, mesmo quando lidava com pessoas mimadas, mesquinhas, ou ignorantes... mas hoje em dia ao menor traço de egoísmo eu me revisto do mesmo e dou o troco na mesma moeda. Meus parabéns, não evoluímos nada! É , eu ando egoísta e errando muito. Acerto quando fico calada, mas quase nunca me contenho.

Com o namorado, ando cobrando o impossível. Por mais que eu tente me controlar acabo cobrando dele o ritmo de vida que espero de mim. Muito estudo, muita responsabilidade, uma família...quem sabe. Ele é uma pessoa muito mais livre que eu, talvez eu sinta um pouco de inveja disso, sei lá.

E já parece um mês inteiro de TPM, meu tom de voz anda agressivo, e as pessoas insistem em falar asneiras perto desse poço de simpatia dos ursinhos carinhosos. Acordar é uma atividade boçal, trabalhar me distrai e ir para a faculdade parece um pesadelo estranho de vez em quando. A família é maravilhosa, os amigos são os mais lindos, e nem sempre têm o carinho e o respeito que merecem.

As vezes acho que meus amigos somente me suportam...tststs

Mas tento me convencer de que não sou sempre assim, e que eles sabem disso.


"Moço, hoje eu vou querer
A comida mais estranha
A que menos se pareça comigo
Tô me sentindo meio janta hoje
Tô me sentindo meio arroz com feijão..."

Prato do dia/Pato Fu.

6.28.2010

PACIÊNCIA

Blog velho de guerra com cara nova, não tão sofisticada quanto a anterior (feita pelo namoradão expert), mas com muito carinho pela dona do diário (...eu...oras!)

Ultimamente não tenho encontrado a sinceridade e/ou o otimismo necessário para escrever o que penso, por isso tenho postado pouco. Mas tem se passado muita coisa e a falta de registros recentes por aqui tem me incomodado. Vamos ver se isso muda.

Por um tempo quase achei que não fazia mais sentido manter um diário on line, mas esse aqui já tem quase cinco anos, é mais tempo do que consegui manter qualquer diário secreto na minha vida inteira. Eu nem me pareço mais com a pessoa dos primeiros posts, acho até mesmo que regredi um pouco.

O fato é que com o acúmulo de tarefas e expectativas: faculdade nova, trabalho, idade (em outra hora eu explico isso); tenho me sentido muito só com alguns dilemas que não consigo expressar bem porque nem sequer entendo exatamente o que são. Tenho vontade de fazer mudanças radicais na minha vida, mas tenho medo, tanto que não consigo sequer vislumbrar o "que" exatamente eu quero mudar. As vezes tenho uma ligeira sensação de que estou andando na direção oposta, quando me dou conta de que o oposto só existe quando se sabe do outro lado.

Daí a sensação de desânimo que vem se estendendo durante as últimas semanas, coisa que não quero cultivar. Porém, também não quero forçar um sorriso para acalmar quem se incomode (porque gosta de mim é claro). Fico por aqui, procurando uma resposta...



“Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...”

Lenine - Paciência



6.13.2008

AAHHHH!



Gente, não tem coisa mais irritante do que pessoas que sempre têm um conselho na ponta da língua, não acham? Claro, deve haver mil coisas mais irritantes, mas como cada coisa tem seu momento, nesse exato, eu penso que pessoas que acham que sabem demais sobre tudo e sobre todos são extremamente irritantes.

Conheço pessoas sábias, que no momento oportuno são capazes de dar conselhos preciosos. Tenho amigos que se preocupam e por isso dão palpites que valem de verdade. Mas às vezes eu acho que isso vai longe demais, afinal, certas coisas são obviamente prejudiciais e se alguém assume o risco de se prejudicar, mesmo que seja alguém que amamos muito, não há muito o que se fazer . Como diz sabiamente o meu não tão sábio irmão : “passarinho que come pedra sabe o * que tem”.

Eu bem sou o tipo de pessoa que se preocupa demais com tudo, relacionado a mim ou as pessoas que amo. Perco o sono quando alguém que gosto está passando por algum problema, por algumas pessoas eu daria minha vida sem pestanejar. Mas também acredito piamente na responsabilidade que cada adulto tem por seus atos e pelas conseqüências que vierem, e, pessoalmente, perco a paciência quando tentam me empurrar a responsabilidade por um problema que não pode ser resolvido por mim.

Fico irada, quando alguém julga conhecer mais da minha vida do que eu, tomando por parâmetro as próprias experiências como se fossem as mais exemplares de todas!

Um dia eu acabo dizendo tudo que fica entalado na garganta e acabo fazendo uma besteira! Besteira que não quero fazer por mero capricho, estragar coisas que considero importantes!

Talvez nesse dia, pelo menos, eu não precise mais de um blog, pelo menos para fazer esses desabafos idiotas.

Até mais, a falta de paciência está quase me impedindo de publicar isso.

5.06.2008

Reflexão...

Ela sabe que não dá para agradar todo mundo.
Ela nem consegue agradar a si, na maioria das vezes.
Ela sabe que as pessoas são seres insatisfeitos por natureza e que jogam a culpa de sua infelicidade nos outros.
Ela sabe também que a infelicidade de alguém, exceto raríssimas exceções, é culpa desse alguém e de mais ninguém.
Ela tenta ser responsável pela própria felicidade e não quer sobrecarregar outras pessoas que, afinal, devem cuidar mais de si.
Ela também tenta não se importar com aqueles que querem lhe impor o peso da própria responsabilidade.
Ela acha, que de qualquer forma é impossível se livrar de tudo isso, e que a sua felicidade fica comprometida por causa de algumas pessoas que tem papel importante em sua vida.
Ela pensa que talvez, esse negócio de ser feliz não deve ser assim tão importante.
Ela vê que é meio bobo falar de si na terceira pessoa.
Ela acha mais fácil assim.
Ela conclui que não está mais nem aí.

1.28.2008

Mais uma verdade (?)


Agente segue só. Não importa o que façamos ou o que digamos, no final das contas é cada um por si, e alguns contando com Deus, seja como for...
O que nos deixa como seres extremamente sociais e carentes, pode até ser o que nos fez "evoluir" tanto, mas, sinceramente, talvez seja o maior paradoxo da nossa existência!
Amo, apesar, independente do que isso realmente signifique.

Uma boa noite, deixo-vos sem imagem por hoje.

1.21.2008

A verdade essencial...




Quase tudo na vida é uma questão de fé. Você, pode ser uma pessoa prática, não religiosa, mas, com certeza, deposita fé em algo, mesmo que seja somente em si e na sua capacidade.
Eu, pessoalmente, acredito em muitas coisas, creio, que chego a ser infantil na minha capacidade de crer. Creio em Deus, predominantemente da forma como me ensinaram desde de pequena, mas as vezes, acho que posso vê-lo através de olhos que aprenderam diferente de mim.
Sou altamente influenciável, chego a ser tola demais.Tenho vontade de entender as pessoas, achando que talvez assim eu possa me entender um pouco mais. Não dá certo.
Meu coração tenta se abrir para as pessoas e para o mundo de uma forma confiante, mas, diante de tantas crenças diferentes e possíveis, de tantas verdades que se ocultam,fico apavorada.
Quando vejo o quanto podemos ser mesquinhos, quantas faces podemos ter para nos sentir importantes e confiáveis para cada pessoa com quem lidamos nesse mundo, fico me indagando se existe realmente "alguém" dentro de cada um de nós, uma essência que permaneça além daquilo que queremos ser, individualmente, para cada um que nos apresenta.
Em fim, além de quase tudo ser uma questão de fé, é também uma questão de expectativas, e essas é que são realmente uma força geratriz de ações, alegrias,frustrações e de tudo o mais. Você pode tentar evitar aquelas que te fazem mal, mas será que consegue?

Só desejo para você (como desejo para mim) que tenha paciência, e que consiga enxergar, além das verdades que você cria para se projetar no mundo, a pessoa que você realmente é, a sua verdade essencial...

Um abraço, desculpem a ausência!



12.26.2007

Desresoluções




Delícia de final de ano!
Ainda não passei dentro das vagas em nenhum concurso, ou seja, continuo freqüentando o insuportável cursinho e estudando menos do que eu deveria e mais do que minha mente suporta!

Blah! Mas não posso reclamar, esse ano foi mais feliz do que triste, apesar de problemático.

*Meu pai está se recuperando bem, em janeiro saberemos se o “maledito” câncer se mantêm afastado.
*Meu namorado tem sido um verdadeiro anjo na minha vida, logo, o ano que foi muito bom para ele, em vários aspectos, reflete na minha satisfação!
*Minha família cresceu com umas 5 crianças novas, saudáveis e muito engraçadas.Adoro crianças, elas renovam velhas esperanças!
*Eu e a Mari (uma das minhas melhores amigas e concursanda tb) jogamos muita conversa fora, além das horas de estudo, falamos nem sempre bem da vida alheia, trocamos dicas, reclamamos e rimos muito dessa vida, que às vezes parece ingrata.

Em fim, não houve grandes novidades, mas as coisas boas de antes melhoraram muito e as ruins me tornaram um pouco mais forte!
Preciso aprimorar algumas coisas de tudo que sou e de tudo que faço...isso agora não me parece impossível!

Acabo esse post umbigocêntrico de final de ano, desejando a todos um ótimo ano novo! E se você é desses que fica melancólico na virada, não se esqueça que é apenas mais um dia que amanhece!

Se puderem, rezem para que consiga estudar melhor!Ok?

Bjus e até.

12.02.2007

Comentários




Conflitos domésticos são a beira do caos. Se no mundo cada pessoa molda sua própria história, cria suas fortalezas de orgulho e medo, defende suas crenças com sangue ao menor tormento; o que ocorrerá quando são agrupadas sob os laços de amor e submissão de uma família?

A culpa normalmente é posta sob os ancestrais, que fizeram isso ou aquilo de errado. Mas essa maldição é muito mais presente e individual do que hereditária. Não basta fechar os olhos e modificar a nossa história pessoal, as feridas continuarão abertas, e as pessoas continuarão convictas de que seus erros são, na verdade, reflexos inevitáveis dos erros alheios.

A mulher lamberá o sangue nos lábios procurando e sentindo sua estranha culpa. O homem engolirá sua dor e negará até a morte a dependência do álcool para amenizá-la, os filhos ficarão entre cruz e o punhal, o amor e o ódio...

A história pode ser diferente, mas às vezes, viver nesse mundo, parece uma eterna reprise do “Vale a pena ver de novo”.


***Estou bem cansada hoje.
***Boa semana a todos.
***Que os ventos da paz nos acompanhe!

11.26.2007

O que é é.


Você pode se esforçar para esconder os seus erros. Florear as cagadas dos seus amigos para que pareçam heróis.

Você pode até diminuir os sonhos e as perspectivas alheias, resumindo ao ridículo em que você quer tanto acreditar.

Você pode criar verdades tortas, criar fofocas, para argumentar e sustentar um mundinho, onde você ou seu comparsa são seres extremamente superiores e incompreendidos.

Você pode se dizer descolado, pode achar o mundo ingênuo e tolo mediante suas decisões egoístas pretensiosas e desesperadas.

Você pode achar que sabe mais sobre a vida de alguém do que o pobre jamais poderia saber de si.

Pense o que quiser, fale o que quiser, e, até machuque alguém que te estime, se achar que isso é necessário para manter suas crenças de papelão.

Mas por favor, não ache que as coisas deixarão de ser o que são, de ser o que foram, e continuarem sendo, perpetuamente, só porque você quer.

As histórias mais mesquinhas, desesperadas e maldosas da nossa vida; não mudarão com flores e pavios. Não importa quantas vezes você tente achar que sabe de algo verdadeiro, só porque esse algo lhe proporciona uma pretensa paz interior.

Tente, ao menos, fazer o que certo, e se não der certo, lembre-se que é normal e seja homem (ou mulher) para lidar com isso.

Porque talvez, seu castelo de ilusões não dure para sempre. De uma hora para outra você pode se perder, e, somente talvez, você se isole completamente, e eternamente, nas suas opiniões mirabolantes...

9.05.2007

Na montanha russa da vida!




Oi gente. Passo por aqui com poucas novas, mas boas, embora singelas:

Meu pai está melhorando, o bebê está ficando com menos carinha de joelho e... e só!
Continuo estudando pouco, às vezes por causa das tarefas que surgem em relação ao meu pai, e às vezes por mero desânimo.
Não sei por que tenho me permitido ficar mais desanimada com a vida, suspeito que seja por causa de medos tão absurdos e mesquinhos que não vou nem comentar aqui para não semeá-los ainda mais.
Eu li em certo dia um provérbio árabe (creio) que dizia: “Não há médico para o medo”. Não há mesmo. Certos sentimentos são inevitáveis, mas podem e devem ser domados, por mais difícil que seja.

AH! Não poderia esquecer de citar que amanhã estarei completando três anos de namoro com o criador de todos os layouts que esse blog já teve, com o companheiro mais lindo e delicioso de todos, com uma pessoa linda que eu quero ajudar a ser muito feliz, o anjinho malakl!
Afinal, agüentar por três anos a pessoa birrenta, ciumenta e exigente que eu sou não é pouco né?

Boa Noite amigos!


* “A cabeça na bandeja não fala,
Apenas a veia na prata,
O sangue frio das horas pastas,
A bolha rosada cristalina,
O reflexo do algoz olhando abaixo.

Esses, falam mais que os olhos vazios,
Para quem pode realmente ouvi-los.

Lara


Sorry,
*Tentando escrever depois de séculos!!!

8.01.2007

Desapodrecendo!

Ela assistia à televisão como se houvesse, além das imagens e sons, um horizonte alheio à presença das três cores; sua cabeça doía, e o frio versus o calor instantâneo da cidade lhe faziam pensar que a vida talvez fosse um grande sonho febril, que às vezes se tornava pesadelo.

Arrumou suas coisas para ir treinar, apesar do desânimo, emagrecer era uma meta. Sabia que tudo isso era coisa das idéias que planavam antes do seu horizonte imaginário, e tinha consciência plena de que muitas dessas idéias dominavam cruelmente o seu mundo. De qualquer forma ela gostava do Taekwondo, quase sempre saía de lá se sentindo bem, e caso fosse bem disciplinada até emagreceria um pouco.

Dor de cabeça, corrida, pensamentos sobre sua família, chutes. Logo no final do treino, ela chuta o cotovelo do seu colega com tanta força que pensa quase gritando um palavrão, mas pede desculpas, afinal ela errara.

Sem dor de cabeça mas com uma luxação no pé direito via-se na hora de encarar a lotação para voltar à casa, depois de um tempo ela entrou. Van cheia, cobrador e motorista apressados; ela se incomodou por estar ali, em pé, tão suada no meio de tanta gente; porém esqueceu-se disso quando uma mulher pisou forte no seu pé machucado. “Desgraçada!”, pensou de novo, sabendo que em um lugar como aquele inferninho poderia muito bem ter sido ela a ofensora.

Logo depois um rapaz com uniforme escolar oferece um lugar vazio, chamou-lhe de senhora, preferiu não responder, mas aquilo lhe incomodou quase mais do que a dor no seu pé. Estaria assim tão abatida? Seus 25 anos lhe teriam sido tão ingratos? Pensamentos pretensiosos e vaidosos demais para quem precisava mesmo se sentar, pensou novamente, rapaz educado.

Em casa finalmente, durante o banho, quando a água quente e o ar gelado misturavam-se ao seu corpo, ela pensou mais uma vez. Agora em algo que parecia fazer sentido após tantos pensamentos tolos perdidos pelo dia. Disse consigo em voz de segredo: “Não basta pintar um sorriso na casca do ovo, é preciso realmente fazê-lo desapodrecer!”

4.23.2007

Mas está tudo bem...



Eu queria poder entender o que está além das palavras e das imagens. Por mais que eu observe as pessoas, por mais que eu me observe; quase tudo, até entre as coisas que mais estimo, tem um forte “q” de alegoria.
Não sei também, que mania é essa minha de procurar uma verdade universal, como se verdades não fossem meros pontos de vista sob a sua própria percepção de sinceridade.
As vezes eu perco horas, eu me perco em horas; pensando na imensidão e na pequenez desse mundo, na quantidade de pessoas que se doam por uma boa causa e em outra que aparentemente só é capaz de crueldade...
No fundo, somos todos bem parecidos quando crianças e quase sempre ignoramos a realidade, como forma de vida, quando adultos.
Sei lá...mesmo com tanta coisa boa não dá para não sentir dentro algo que eu não conheço o nome mas é a mistura exata de tédio e desespero.

Ok, o post saiu bem mais pessimista e louco do que o esperado. Pelo menos saiu, eu acho...

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*Os planos para fazer TRF no Rio estão dando certo apesar das críticas básicas de quem acredita que Brasília é o paraíso da paz...
*As horas de estudo não têm sido muitas, mas acho que vai dar para cumprir o edital antes da prova! O que melhora muito minhas chances! :)
*Poeminhas novos na garganta da serpente, clique aqui se quiser conferir!

Excelente semana a todos!