10.21.2008

O confronto.



O confronto nem sempre é a melhor opção, mas como já haviam tentado de tudo resolveram que seria assim.
Ele não entendia. O pai ensinara que o maior sempre cuidava do menor, e que todos cuidavam de todos. Porém, como ele era o caçula, talvez se sentisse meio perdido na família.
Não era possível entender sua revolta, se era birra de menino mimado, se era alguma coisa que ninguém sabia. Mas ela estava ali, desde muito cedo em sua vida. Ele era um completo mistério.
Sabia-se que não era má pessoa, mesmo assim, suas atitudes junto aos seus, traduziam uma egoísmo difícil de entender.
Ao que me parece, todos deviam servir-lhe como obrigação, sem que ele quase nunca demonstrasse qualquer grau de gentileza.
E quando o confronto veio, não foi nada bonito, tantas ofensas e gestos de agressão entre aqueles que, talvez, no fundo, se amassem. Pois o amor e a amizade que antes eram óbvios, depois do confronto foram facilmente turvados pelas pequenas feridas de cada um.
E ele, finalmente encontrou uma causa para fundamentar a sua revolta, embora ela estivesse ali, muito antes de qualquer confronto. Sua aparência, apesar de triste, era de um completo alívio.
E todos se perguntavam em silêncio, se o que o tesouro que haviam perdido naquele dia, seria retomado algum dia...

3 comentários:

M.E.D.T disse...

Passei pra conhecer, adorei :)
bjs otimo dia

Salve Jorge disse...

Se há confronto
Mais um ponto
Para que o conto
Se faça conversa
Que quem versa
Nessa vida dispersa
Não se impõe
E até se dispõe
A estar imersa
No que turvou
Já que nesse vôo
Tem turbulência
Mas é preciso paciência
Para colorir a convergência
Que compõe o que sou...

O Profeta disse...

As tuas histórias têm um particular encanto...


Doce beijo